Companheiros Lojistas,
Depois de grandes mudanças no setor de cartão de crédito durante este ano, nossas conquistas não acabam por aqui. Ainda temos um longo caminho a ser trilhado. Mas, já podemos observar grandes avanços com a unificação das maquininhas eletrônicas. Nota divulgada nesta sexta-feira pelo Jornal Brasil Econômico aponta mudanças significativas em uma das principais empresas de cartão de crédito do país: a Redecard. A maior competição no setor já causa impactos na empresa.
A luta continua e unidos seremos sempre mais fortes!
Maior competição em cartões já impacta resultados da redecard
Com a abertura do mercado de cartões e a maior concorrência, já era esperado que houvesse uma pressão nos custos ds credenciadoras de cartões, já que desde o dia primeiro de julho quando terminou a exclusividade entre Visa e Cielo o lojista pode escolher entre uma das duas credenciadoras.
Os números do terceiro trimestre apresentados pela Redecard (o primeiro após a abertura), porém, vieram abaixo das estimativas e surpreenderam negativamente os analistas, que já consideravam um cenário ruim. Já a prévia dos números divulgados ontem pela Cielo vieram melhores do que o esperado. " A Redecard informou resultados que foram significativamente inferiores às expectativas do mercado e marca provavelmente uma transição mais intensa para a deterioração da margem", avaliam os analistas do Barclays Henrique Caldeira e Roberto Attuch em relatório.
O lucro líquido (R$ 324,1 milhões) recuou 2,7% se comparado ao terceiro trimestre do ano passado, o que fez a margem líquida (indicador de lucratividade que quanto maior, melhor) cair de 44,1% no terceiro trimestre de 2009 para 38,4% neste trimestre.
"Já eram esperados os primeiros efeitos da competição em um ambiente não exclusivo, mas estes vieram potencializados", diz Marianna Waltz, gerente da equipe de pesquisa do BB BI.
Os analistas destacaram a perda de margem operacional superior às estimativas, que foram resultado da queda maior que o esperado da taxa de desconto cobrada por transação do lojista, a maior evolução das despesas operacionais, o avanço do custo por transação e a queda no spread com o produto de antecipação de recebíveis.
"A taxa de desconto caiu de 1,46% no segundo trimestre para 1,33% no terceiro. Reflexo das pressões nas negociações com grandes clientes varejistas que, de acordo com a companhia, são responsáveis por cerca 40% do faturamento", diz Daniel Malheiros, da Spinelli.
Custos operacionais Marianna destacou em relatório que a boa expansão no faturamento neutralizou em parte a perda com a menores taxas de desconto, mas não compensou o forte aumento de despesas operacionais. Roberto Medeiros, presidente da Redecard, destacou o aumento das despesas com call center, uma vez que o número de ligações para esclarecimento de dúvidas triplicou no período, e os custos de instalação de equipamentos, o que exigiu contratação de pessoal. "No período credenciamos 129 mil novos estabelecimentos, um avanço de 17%, diz Medeiros. Ele destaca que metade dessas afiliações foram feitas com força de venda própria e não por bancos parceiros, como Itaú, Caixa Econômica Federal, Safra e Tribanco.
O maior custo de captação, aliado às menores taxas de juros cobradas, também pressionou o spread da antecipação de recebíveis, que totalizou R$ 138,5 milhões, avanço de 0,6%.
A receita operacional líquida foi de R$ 844,5 milhões, crescimento de 11,8% na comparação anual. O faturamento com cartões de crédito cresceu 24,9%, enquanto no débito avançou 19,4%. "O ponto a observar daqui para frente é se o aumento de volume esperado será suficiente para promover, ao menos em parte, a diluição de custos e despesas fixas", aponta Marianna.
Medeiros acredita que os custos ainda serão percebidos no quarto trimestre, que é o período de "transição para o novo ambiente competitivo".
Normalmente apresentando lucros com crescimento de dois dígitos, desta vez companhia apresentou recuo de 2,7% e margem líquida de 38,4% ante os 44,1% na comparação anual.
AFILIAÇÃO
129 mil números de novos comercios credenciados no 3º tri
CRESCIMENTO
17% Avanço de novas afiliações na comparação anual.
FORÇA PRÓPRIA
50% Das novas afiliações, % das feitas pela própria empresa